O Atlético-MG fez valer a tradição, a superioridade e o seu tamanho na semifinal da Sul-Americana. Contra o Montevideo City Torque, passou mais aperto do que o esperado no Uruguai ao perder por 2 a 0 na noite de quarta-feira. Por vencer o duelo de ida por 3 a 0, conseguiu um melhor placar no agregado e está em uma final continental pelo terceiro ano consecutivo.

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Mesmo com a vantagem, Domínguez não preservou ninguém e repetiu o time da partida de ida. Mandou o que tinha de melhor em campo para não dar chances ao adversário. E, mesmo assim, não foi fácil.

O City Torque ditou o ritmo do jogo durante todo o primeiro tempo. Já o Galo procurou se fechar na defesa e deixar o contra-ataque armado. Contudo, não conseguiu conectar jogadas e se viu encaixotado no campo de defesa, sem escape. A estratégia não saiu do jeito esperado.
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Montevideo City Torque x Atlético-MG — Foto: REUTERS/Andres Cuenca
A pressão dos uruguaios fez Gabriel Delfim trabalhar com duas defesas impressionantes. E até mesmo quando errou com os pés, se recuperou e evitou o gol novamente.
O volume caiu um pouco nos minutos finais antes do intervalo, mas sem o Atlético igualar a posse ou colocar pressão sobre o rival. Um jogo ruim e de erros técnicos da equipe. No entanto, a vantagem de três gols o fez ir ao vestiário tranquilamente para o segundo tempo.
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Domínguez optou por voltar sem trocas - nem mesmo os pendurados Alan Franco e Vitão. A ideia era ter mais a bola e sofrer menos, mas, na prática, pouca coisa mudou. O time melhorou na parte técnica e chegou a colocar uma bola no travessão com Reinier, mas parou ali.
O treinador tratou de mexer, mas manteve os pendurados e reforçou a zaga com três zagueiros. Onze minutos depois, Alan Franco vacilou, levou o segundo amarelo e deixou o Alvinegro com um a menos.
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Com dez, o Galo tratou de segurar, reforçar o meio e tentar impedir as chegadas do adversário. Na base da pressão nos minutos finais, o Torque conseguiu um gol aos 43 minutos e outro aos 48. Ameaçou uma virada, mas sem tempo de buscar o terceiro.
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Antes do campeonato começar, o diretor de futebol do clube, Paulo Bracks, disse: "Vamos chegar aos trancos e barrancos de novo na final". E nesse caminho, com uma classificação com um gol no fim - Bragantino - e outra nos pênaltis - diante do Santos - o clube é o finalista mais uma vez.
Contra o Boca, o Atlético carrega as cicatrizes do vice-campeonato para o Botafogo na Libertadores (2024) e para o Lanús (2025) na Sul-Americana. Marcas que o fazem mais fortes neste ano e com um grupo mais preparado para brigar pelo título.
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