Demétrio Vecchioli

Mulher chamou estudante de "preto do caralho" durante cinco vezes em vídeo gravado por ele, que tentava ajudá-la

Demétrio Vecchioli

19/10/2026 11:34

Reprodução
Uma mulher foi gravada neste domingo (19/10) em uma estação do metrô de São Paulo chamando cinco vezes um homem de “preto do caralho“. Na gravação, ela se diz bolsonarista.
A ofensa pode configurar crime de injúria racial. A Lei 7.716/1989 prevê punição para quem injuria alguém em razão de raça, cor, etnia ou procedência nacional. Desde 2023, esse tipo de conduta passou a ser tratado pela legislação como crime de racismo.
O estudante de direito Márcio Ferreira, que gravou o vídeo, contou à coluna que a situação ocorreu por volta das 19h50 de domingo na estação Vila Sônia do Metrô, depois que ele tentou intervir a favor dela em uma discussão que havia iniciado em um vagão.
A mulher viajava junto da filha, uma estudante, e começou a discutir com três jovens que argumentavam que eventual eleição de Flávio Bolsonaro (PL) seria ruim para a educação pública. Ela então se levantou e foi para cima deles, com ofensas homofóbicas.
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Márcio, que não conhecia nenhum dos envolvidos, interveio para evitar um confronto físico. “Quando falei de ela ser bolsonarista e eu defendê-la mesmo sendo contrário ao bolsonarismo, ela surtou e começou me xingar. Disse que xinguei ela de bolsonarista”, relata. Foi aí que teriam iniciado as ofensas racistas.
O vídeo publicado pelo estudante mostra a mulher chamando Márcio cinco vezes de “preto do caralho” e dizendo que é bolsonarista “graças a Deus”. “Eu sou brasileira”, ela afirma antes de falar mais quatro vezes: “Preto do caralho”.
“Mesmo sabendo que ela era bolsonarista eu tentei ajudar. Mas me arrependo amargamente”, disse ele à coluna. Márcio optou por não abrir boletim de ocorrência na mesma noite e disse ter sido acolhido pelos seguranças da concessionária Motiva.


