O senador Ciro Nogueira (PP) perdeu a disputa por uma das duas vagas do Piauí no Senado nas eleições deste domingo (4/10).Com 90% das urnas apuradas, o parlamentar recebeu 24,67% votos, enquanto Marcelo Castro (MDB) teve 35,46% e Júlio César (PSD), 26,84%. Os dois ficaram com as vagas destinadas ao estado. Leia também Milena TeixeiraNem Master, nem Flávio: o que pega para Ciro Nogueira no PI, segundo o PT Mirelle PinheiroPF achou US$ 27,7 mil, euros e liras turcas em escritório de Ciro Nogueira Grande AngularCiro Nogueira e companheira compraram imóvel de R$ 4,3 milhões em São Paulo Mirelle PinheiroMaster: PF achou relógio de marca mais cara do mundo com Ciro Nogueira Trajetória de CiroCiro Nogueira iniciou a trajetória parlamentar em 1994, quando foi eleito deputado federal pelo Piauí. Exerceu quatro mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados, entre 1995 e 2011.Em 2010, foi eleito senador pelo Piauí e tomou posse em 2011. Em 2018, foi reeleito para o Senado. Ciro também assumiu a presidência nacional do Partido Progressistas (PP) em 2013.Entre julho de 2021 e dezembro de 2022, licenciou-se do mandato de senador para assumir o cargo de ministro-chefe da Casa Civil durante o governo de Jair Bolsonaro.Caso MasterO nome de Ciro Nogueira apareceu nas investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master, comandado por Daniel Vorcaro antes da liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central.Segundo as investigações, Ciro e Vorcaro mantinham contato por mensagens e tiveram interlocuções sobre temas de interesse do banco. A PF também apura outros vínculos entre o senador e o empresário.Um dos pontos investigados é uma emenda apresentada por Ciro em agosto de 2024 que propunha elevar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Segundo a PF, a proposta poderia beneficiar o modelo de captação utilizado pelo Banco Master.O relatório policial também mencionou suspeitas de repasses financeiros em benefício do senador.








