Na faixa andina entre Argentina e Chile, a exploradora Mogotes Metals perfurou o projeto Filo Sur e encontrou mineralização a partir de cerca de 108 metros. O primeiro resultado destacou cobre, ouro, prata e molibdênio; ensaios posteriores ampliaram o intervalo mineralizado no mesmo furo após os ensaios finais.

Onde fica a descoberta e o que apareceu no primeiro resultado?

O alvo fica no projeto Filo Sur, no distrito mineral de Vicuña, do lado argentino dos Andes. Em maio de 2026, resultados parciais do furo FS_DDH_016 indicaram mineralização começando a aproximadamente 108 metros de profundidade, com vários metais presentes no mesmo intervalo.

Nos primeiros ensaios divulgados, um trecho de 86 metros apresentou médias de 0,7% de cobre, 0,55 g/t de ouro e 2,7 g/t de prata, além de molibdênio. Esses números descreviam apenas a parte do furo já analisada naquele momento.

Cobre, ouro e prata encontrados no projeto Filo Sur - Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Por que 108 metros é tratado como um intervalo relativamente raso?

Em exploração mineral, profundidade é sempre relativa ao tipo de depósito, relevo e método de lavra que um projeto poderia adotar. Por isso, 108 metros pode ser descrito como próximo da superfície no contexto exploratório, mas não significa automaticamente mineração fácil ou economicamente viável.

O dado chama atenção porque a zona mineralizada começou antes de centenas de metros adicionais de perfuração. Ainda assim, profundidade sozinha não define uma jazida. Espessura, continuidade lateral, teores, recuperação metalúrgica, geometria e custos também precisam ser medidos antes de qualquer conclusão econômica.

O que mudou quando chegaram os ensaios finais do furo?

O registro regulatório posterior da Mogotes Metals ampliou o intervalo do mesmo furo para 180 metros, a partir de 108 metros, com média divulgada de 0,98% de cobre equivalente.

Os dois momentos ajudam a entender a atualização:

- Resultado parcial: 86 metros com 0,7% de cobre, 0,55 g/t de ouro e 2,7 g/t de prata.

- Resultado final: 180 metros com 0,98% de cobre equivalente a partir da mesma profundidade.

- Composição: cobre, ouro, prata e molibdênio permaneceram associados no intervalo mineralizado.

Cobre, ouro e prata encontrados no projeto Filo Sur - Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Por que cobre, ouro, prata e molibdênio podem aparecer juntos?

Filo Sur é investigado em um ambiente associado a sistemas de pórfiro, rochas e mineralizações ligadas a processos magmáticos e hidrotermais. Nesses sistemas, diferentes metais podem se concentrar em zonas sobrepostas ou próximas, dependendo da evolução dos fluidos e da rocha hospedeira.

O modelo de depósitos de cobre pórfiro reúne justamente cobre com molibdênio, ouro e prata em muitos casos. Isso ajuda a explicar a associação observada, mas cada projeto precisa de perfuração própria para definir geometria, continuidade e distribuição dos teores.

O que ainda precisa acontecer antes de falar em uma jazida definida?

Um furo forte é um dado importante de exploração, mas não equivale a uma reserva mineral. A continuidade do corpo precisa ser testada em outras direções e profundidades, enquanto novas campanhas ajudam a verificar se os intervalos formam uma zona consistente e suficientemente extensa.

Também entram nessa sequência estudos de metalurgia, recursos, engenharia e viabilidade. Em Filo Sur, o dado mais concreto por enquanto é a presença de mineralização multimetálica desde cerca de 108 metros, com o intervalo do FS_DDH_016 ampliado quando os ensaios finais ficaram prontos.

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