Mirelle Pinheiro

Polícia mira grupo que usava biometria de vítimas para comprar carrão no RJ
Polícia mira grupo que usava biometria de vítimas para comprar carrão no RJ · Imagem: PCERJ/Reprodução

O golpe começava com a oferta de uma suposta revisão dos juros de empréstimos consignados

Polícia mira grupo que usava biometria de vítimas para comprar carrão no RJ
Polícia mira grupo que usava biometria de vítimas para comprar carrão no RJ · Imagem: Source: www.metropoles.com

Mirelle Pinheiro

15/09/2026 07:44, atualizado 15/09/2026 07:45

PCERJ/Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) deflagrou, nesta terça-feira (15/9), uma operação contra um grupo suspeito de usar documentos e até a biometria facial de vítimas para contratar financiamentos sem autorização. Em um dos casos investigados, uma pessoa que buscava reduzir os juros de um empréstimo acabou com uma dívida de R$ 80 mil pela compra de um carro que nunca teve.

Os policiais cumprem mandados de busca e apreensão em seis endereços no Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo.

O golpe começava com a oferta de uma suposta revisão dos juros de empréstimos consignados. A vítima procurava uma empresa de consultoria acreditando que conseguiria diminuir o valor da dívida e, durante o atendimento, entregava documentos pessoais.

Ela também era orientada a fazer o reconhecimento facial, sob a justificativa de que o procedimento seria necessário para a revisão do empréstimo.

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Segundo a investigação, os dados e a biometria eram usados para outra finalidade. No caso que deu origem à apuração, eles teriam permitido a contratação de um financiamento de R$ 80 mil para a compra de um veículo de luxo.

A vítima contou à polícia que nunca comprou nem teve contato com o carro. Mesmo assim, as parcelas começaram a ser descontadas de sua conta bancária.

A investigação da 52ª DP (Nova Iguaçu) identificou suspeitos responsáveis por diferentes etapas do esquema, desde a busca por vítimas e obtenção dos documentos até a contratação dos financiamentos e movimentação do dinheiro.

Um telefone usado para enviar documentos relacionados à fraude também chamou a atenção dos investigadores. O número estava ligado a uma chave Pix registrada em nome de uma das investigadas, que, segundo a polícia, já possui registros anteriores relacionados a estelionato.

Celulares, computadores, contratos, comprovantes bancários e registros de atendimento estão entre os materiais procurados. A polícia pretende analisar os equipamentos apreendidos para identificar outros integrantes do grupo e descobrir se mais pessoas foram vítimas do mesmo golpe.