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Por Redação | 17/09/2026 às 15:33

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O mercado de consoles de videogame passa por uma reestruturação pautada pela redução na venda de aparelhos físicos e pela consolidação das mídias digitais e serviços por assinatura. Dados do setor indicam que a comercialização de hardware registrou uma queda de 39% em unidades, atingindo o menor patamar desde 2020. A mudança no modelo de negócios aponta que as fabricantes de hardware e distribuidoras priorizam o engajamento contínuo e a lucratividade de ecossistemas integrados em detrimento do simples volume de aparelhos entregues às prateleiras do varejo tradicional.
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Desempenho por plataforma e estratégias de mercado
A retração nos números de vendas possui motivações e contextos específicos para cada plataforma de hardware. No caso do PlayStation 5, a queda de 6% nas vendas reflete o ciclo de vida do produto, que está no mercado há seis anos. O Xbox apresentou uma redução de 18%, influenciada pelas recentes decisões corporativas e revisão de planejamento estratégico da Microsoft. Já a Nintendo, com o console Switch 2, registrou uma diminuição de 51% na comparação com o período imediato ao seu lançamento no ano anterior, configurando um movimento de estabilização após a absorção da demanda reprimida inicial.
A migração massiva para o formato digital consolida a transformação na indústria. O movimento abrange o encarecimento de componentes eletrônicos e a adoção de mídias físicas que contêm apenas códigos de download ou "key cards", substituindo gradualmente os discos e cartuchos tradicionais. Sobre esse formato híbrido, a apresentadora Amanda Abreu destaca que a posse do item físico ainda mantém utilidade comercial para o consumidor.
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"Pelo menos você pode vender, pode repassar, pode emprestar. O 'key card', apesar de não ter nada, é ele que dá o passe. Pelo menos é meu, eu tenho algo que possa trazer o dinheiro de volta", afirma.
Praticidade do console frente aos computadores
Apesar da redução na comercialização global de unidades, o segmento de consoles mantém uma base estabelecida de usuários, sustentada pela facilidade de uso em comparação aos computadores. A complexidade de configuração, a dependência de ajustes de hardware e a necessidade de múltiplos inicializadores (launchers) para a execução de jogos em PCs contrastam com a execução direta nativa dos videogames de mesa.
O apresentador Gabriel Rimi relata as dificuldades técnicas enfrentadas ao tentar otimizar jogos em computadores. "Fiquei uns três dias na frente do computador tentando fazer rodar em 60 FPS. Mudava uma configuração, ferrava tudo, tinha que fazer do zero", descreve. Segundo ele, a proposta dos consoles soluciona essa fricção.
"Boa parte da graça é você ter o console, que já é um computador pronto para você fazer as coisas, que você não precisa mexer, não precisa configurar", conclui.
Abreu acrescenta que o videogame atende a uma demanda de conveniência e rotina. "O console, de uma forma geral, ainda é pensando naquele cara que trabalha, naquela mulher que trabalha o dia inteiro, chega em casa cansado, quer pegar o controle na frente da TV, sentar e jogar", ressalta a apresentadora.
Saiba mais sobre o assunto e veja que vendas de consoles seguem afundando e registram pior nível desde 2020.

