O racha interno no STF (Supremo Tribunal Federal) e os conflitos entre os ministros deixaram de ser um assunto restrito aos gabinetes de Brasília. Em plena reta final de campanha, a crise no tribunal virou assunto central da eleição e passou a mexer com a disputa eleitoral de três formas principais.A primeira é a munição para propaganda e briga por votos. A oposição passou a usar o desgaste do STF como bandeira de campanha, prometendo impeachment de ministros e regras para cortar os poderes do tribunal com o objetivo de atrair o eleitorado conservador. Já os aliados do governo tentam afastar a imagem da gestão dessas brigas para não perder votos na disputa pela Presidência.Além disso, há uma pressão redobrada sobre o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O clima ruim contamina a confiança na Justiça Eleitoral, comandada pelo ministro Kassio Nunes Marques. Com os ânimos acirrados na Suprema Corte, qualquer decisão do TSE pode virar alvo de críticas e passar a ser vigiada de perto pelo público.O terceiro ponto é o risco de contestação do resultado das urnas.O grande receio nos bastidores é a perda de credibilidade dos juízes no meio da votação. Em um país dividido e desconfiado das instituições, se o TSE ou o STF tomar decisões duras contra candidatos fortes durante a apuração ou a validação dos votos, os derrotados podem usar essa crise para questionar a validade do resultado.No fim das contas, a crise expõe como ficou difícil separar o papel dos juízes da briga dos partidos. Ao virarem alvos de ataques ou entrarem no debate público, os ministros acabam dando munição para o discurso dos políticos.O resultado é uma eleição sob desconfiança: de um lado, candidatos usam o desgaste dos ministros para ganhar votos; do outro, o tribunal tenta demonstrar autoridade e imparcialidade para garantir o pleito.✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp



