Existia o risco de que terminasse a eleição sem que os favoritos se encontrassem cara a cara

Carlos Andreazza fala sobre o cenário eleitoral desse ano e de Flávio Bolsonaro, que voltou atrás e vai participar do debate presidencial Band/Estadão. Crédito: TV Estadão

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

Gerando resumo

A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para cobrar da Meta — empresa dona do Facebook e do Instagram — a recuperação do alcance de publicações eleitorais que, segundo a coligação, teriam sido prejudicadas pela plataforma. A representação, encaminhada ao presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, também solicita a remoção de 255 perfis do Instagram suspeitos de operar de forma automatizada ou inautêntica.

Na petição, a coligação afirma que a plataforma estaria restringindo a distribuição de conteúdos de Lula e de seus apoiadores, enquanto publicações associadas à candidatura de Flávio Bolsonaro receberiam alcance ampliado. Entre os casos citados está o do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Em nota enviada ao TSE no início da semana, respondendo a outra acusação da campanha petista, a empresa disse que a suposta redução do alcance de publicações “não está demonstrada e não resiste ao confronto com os fatos e com os dados objetivos”.

A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acionou o TSE para cobrar da Meta a recuperação do alcance de publicações eleitorais Foto: wilton junior

PUBLICIDADE

“O que a campanha leva à Justiça Eleitoral é a comprovação de que a entrega de conteúdos da plataforma é seletiva. De um lado, os conteúdos do candidato Luiz Inácio Lula da Silva e de seus apoiadores sofrem restrições de entrega sem qualquer justificativa ou transparência. Por outro lado, perfis que atuam como cabos eleitorais da candidatura adversária de Flávio Bolsonaro, a exemplo do deputado Nikolas Ferreira, recebem um alcance desproporcional e artificial”, argumenta a campanha.

A coligação pede que a Meta seja notificada para corrigir as supostas irregularidades apontadas em até seis horas. Também solicita multa diária de R$ 500 mil, limitada inicialmente a R$ 5 milhões, caso as determinações não sejam cumpridas.
Leia também
- Meta nega favorecimento à campanha de Flávio em resposta ao TSE
- Meta é acusada de gerar imagens de Flávio Bolsonaro com IA, mas não de Lula; TecMundo verificou
- Campanha de Lula vai denunciar Meta para observadores internacionais e OEA
O relatório do Instituto Democracia em Xeque foi citado na ação, apontando que a rede teria alcançado 58,6 milhões de visualizações no período monitorado e publicado conteúdos contra Lula, o PT e a primeira-dama, Janja da Silva. A coligação pede a remoção das contas e informações sobre os mecanismos utilizados pela empresa para identificar redes coordenadas.
Outro ponto questionado é o funcionamento da Meta AI. Segundo a campanha, testes indicaram diferenças no tratamento de solicitações relacionadas às duas candidaturas. A coligação pede que a plataforma aplique os mesmos critérios eleitorais a todos os candidatos.
Publicidade
Nunes Marques se reúne com a Meta na manhã desta quinta-feira, 15, para tratar sobre o caso. Em nota divulgada na última quarta-feira, a Meta disse que proibiu temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles.
Vale ler também
Ricardo Corrêa
Flávio revoga tudo o que disse e pretendia enquanto Lula amplia uso da máquina em eleição aberta
Fabiano Lana
Combater o bolsonarismo com autoritarismo é confrontar-se com um espelho
Coluna do Estadão
Fim da 6x1: campanha de Lula vai explorar mudança de posição de Flávio e PL quer encerrar o assunto

